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Um
espectáculo invulgar, onde um homem-estátua descreve os
contornos e os
costumes de um país imaginário, através dos seus
olhos imóveis e da voz de
alguns habitantes.
O nome deste país
deverá permanecer no anonimato pois os segredos favorecem a imaginação
e, assim, em vez de conhecermos este país como se fôssemos
turistas, talvez seja possível habitá-lo por instantes
reconhecendo, aqui e ali, um ou outro traço do nosso próprio
país, aquele em que nascemos ou sentimos que renascemos, o sítio,
o mais pequeno espaço que se abriu para nós quando nascemos,
único e irrepetível, como uma semente para o seu pedaço
de terra, e é por isso que as pessoas se lembram do caminho de
volta, e do nome, outro nome igual ao nome que não digo, esse
sim bem real e bem mais distante de qualquer fantasia. Um país
rodeado do mar que acaba na terra e de caminhos que acabam no mar, onde
a circunstância de se chegar ali quase sempre por água
dá a sensação de que é uma ilha, o que reforça
ainda mais a sua natural inclinação para o mito de país
imaginário.
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Ficha
técnica
Texto e Interpretação: Pedro Manuel | Direcção
de actor: Júlio
Mesquita | Cenografia e Figurinos: Sara Franqueira | Sonoplastia: Filipe
Esteves, Pedro Esteves | Vozes de: Adelaide João, Júlio
Mesquita, Ricardo
Guerreiro| Material promocional: Carlos Bruno, Pedro
Manuel, Ricardo Guerreiro | Produção: Pedro Manuel, Rita
Conduto |
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