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1º Simpósio de Escultura - Cidade do Barreiro foi ontem
apresentado no auditório do Convento da Madre de Deus da Verderena.
Até 4 de Novembro, os escultores Xosé
Rivada, Armando
Vásquez e Fernando
Martins irão dar forma, ao vivo, a um projecto
que pretende mudar a imagem da cidade e captar novos artistas. |
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| “Com
este 1º Simpósio de Escultura queremos sensibilizar a
população barreirense e muito especialmente as camadas
mais jovens. Houve uma grande preocupação em envolver
os alunos dos cursos de arte de duas escolas secundárias do
Concelho do Barreiro para acompanharem no local o desenvolvimento
dos trabalhos. Procuramos, assim, actuar nas vertentes do enriquecimento
do património do Barreiro e da captação de futuros
artistas.” Foi assim que o Presidente da Câmara Municipal
do Barreiro, Emídio Xavier, sintetizou esta iniciativa que
de 15 de Outubro a 4 de Novembro traz a escultura à escola
e à população.
As obras que agora estão a ser desenvolvidas
nas escolas secundárias dos Casquilhos e Santo André
serão respectivamente da responsabilidade do escultor português
Fernando Martins e do galego Xosé Rivada.
No Parque da Cidade, Armando Vasquez, também
galego, dá forma a um bloco com cerca de três metros
de altura e perto de nove toneladas.
Na conferência de imprensa,
Emídio Xavier afirmou ser este o lançamento de um
projecto cuja primeira fase decorrerá durante cinco anos.
As três obras fruto do 1º Simpósio serão
instaladas no Parque da Cidade onde se manterão durante um
ano, até à realização do próximo.
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| Será,
assim, criado um sistema “cíclico de substituição”
de forma que as obras possam começar a ocupar espaços
da cidade. Além do
evidente carácter formativo este projecto vai “permitir
novos enquadramentos urbanísticos. Pensamos que facilitará
também, aos empresários de construção
civil uma nova forma de pensar o Barreiro. Para além dos
esgotos e dos passeios, deverão também começar
a equacionar espaços de acolhimento para as nossas obras
de arte, nas urbanizações que constroem. Este vai
ser o desafio que vamos lançar para que, numa terra com um
deficit claro de estatuária, possa surgir um conjunto de
esculturas que sejam uma referência para os barreirenses”.
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Três
obras “directas”. Escultura e improvisação.
Armando
Martinez Vasquez, esculpe a partir de hoje, no Parque
da Cidade. O galego, tem obras espalhadas um pouco por todo o mundo
e com uma fortíssima relação com Portugal,
cimentada em mais de 20 anos de colaboração.
O escultor fez questão de afirmar que a organização
de um simpósio “não é nada fácil
porque a disponibilidade dos artistas profissionais é muito
limitada.” Para este escultor de vasto currículo é
“importante reter que o investimento que se faz para um simpósio
não é o mesmo que se faz para adquirir uma obra de
arte. Os custos são muito inferiores. Assim, a Câmara
e a Cidade ganham não somente valor artístico como
podem orientar essas verbas para outros problemas.”
O método e características da obra, que Armando Vasquez,
começou a talhar é, segundo ele, um monumento à
mulher barreirense, o escultor afirma que “o tempo que dispomos
para trabalhar blocos de oito ou nove toneladas é limitado.
O trabalho vai ser feito directamente. Os estudos preliminares são
apenas esboços e vamos executar o trabalho como a essência
da escultura não como uma encomenda. Vai ser escultura directa
no próprio bloco, o que para nós é um desafio
na medida em que as obras adquirem um determinado valor dado que
a intuição do artista tem que se reflectir directamente
na obra, sem ser pensada.”
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A mulher
é igualmente a inspiração de Xosé
Rivada, que estará presente na Escola Secundária
de Santo André. O artista galego definiu o acto criativo desta
forma “Na minha relação com a pedra sou como um
toureiro que nunca sabe como vai ser a faena. Estabeleci um diálogo
com este bloco de pedra. Porque as pedras falam, surgiu uma lírica
entre ela e eu. A esta pedra eu disse que vai ser um contrabaixo!
Porquê um contrabaixo? È uma forma de homenagem à
mulher, que eu sempre vi em forma de guitarra. Eu e a pedra falámos
e chegamos a um bom acordo. Penso que vai correr bem, até porque
senti já uma grande sensibilidade, curiosidade e participação
por parte dos alunos…”- acrescentou! Fernando
Martins, escultor “destacado” para a Escola
Secundária de Casquilhos, propõe-se criar um trabalho
com aplicações de ferro velho no bloco de pedra, na
linha ecológica da sua obra. O escultor português lançou
desde logo o desafio “quem quiser experimentar é bem-
vindo, esta é uma obra aberta”.
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