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Reabertura do Centro de Educação Ambiental da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina

Várias entidades assinam Acordo de Parceria Local para a Dinamização de Acções

Hoje, 21 de Março, Dia Mundial da Árvore, teve lugar a cerimónia de reabertura do Centro de Educação Ambiental (CEA) da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina. Na iniciativa foi assinado, por cerca de 40 entidades, o Acordo de Parceria Local para a Dinamização de Acções.

Recorde-se que o CEA reabre agora as suas portas após uma requalificação que trouxe uma melhoria das condições, facilitando o desenvolvimento de novas actividades.
Nuno Banza, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), responsável pela Divisão de Sustentabilidade Ambiental, referiu na cerimónia de reabertura que o CEA é um “equipamento que estamos certos ser já uma referência no compromisso que o Barreiro assume no dia-a-dia, relativamente às questões da sustentabilidade ambiental”.
“Fruto da vontade da Câmara do Barreiro e da estreita colaboração com a Autoridade Florestal Nacional, proprietária deste edifício, o caminho que nos trouxe até aqui mostrou que este equipamento foi ganhando espaço próprio no seio da comunidade, tendo-se envolvido ao longo do tempo com um cada vez maior e mais diversificado número de instituições e entidades”, salientou o Autarca.
“No contexto de um investimento relevante feito pela Autarquia, no sentido de melhorar as condições de funcionamento do Centro, impunha-se uma reflexão profunda, que permitisse integrar o conjunto de conhecimentos adquiridos, e ao mesmo tempo potenciar esse investimento para o futuro. O resultado dessa reflexão apontou duas áreas prioritárias em que o Centro deveria intervir”. Nuno Banza referia-se à forma como o Centro comunica com a comunidade, nomeadamente através do Boletim Folha Viva (agora também reformulado e mais adaptado aos interesses dos leitores) e à consolidação da ligação do CEA à Comunidade, adoptando “uma abordagem proactiva, procurando parcerias e formas de colaboração, que estimulassem a relação estreita entre o Centro e um conjunto diversificado de instituições e entidades da sociedade civil”.
O Autarca destacou ainda que, amanhã, dia 22 de Março, o CEA receberá o primeiro grupo de 50 crianças da Escola Básica 8 do Barreiro, estando já agendadas visitas, que totalizam várias centenas de crianças, até ao final do ano lectivo.
“Novas actividades como a observação de Insectos ou Cogumelos, de que hoje poderemos ter já uma pequena amostra, Astronomia, Ilustração Científica com o mais conceituado Ilustrador Português, Pedro Salgado, ou Aulas Abertas de arte na natureza com o pintor Barreirense Kira, cuja escola tem aqui hoje expostos alguns trabalhos, ou actividades de anilhagem de aves em colaboração com o Centro de Estudos de Migração e Protecção de Aves do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Yoga ao ar livre, culinária com produtos biológicos, artes decorativas e fotografia de natureza, são um resumo do que será a actividade do Centro daqui para frente”, referiu Nuno Banza.
O Autarca salientou ainda que “os trabalhos iniciados pela autarquia com os Arquitectos Henrique Pereira dos Santos e António Pinto Ângelo, no sentido da eventual classificação do sapal do Coina e da Mata da Machada e da elaboração de um plano estratégico, darão em breve os primeiros frutos”.
Por seu lado, o Presidente da CMB, Carlos Humberto de Carvalho, salientou a importância da Mata Nacional da Machada e do Sapal do Rio Coina “do ponto de vista ambiental, lúdico, desportivo, histórico, patrimonial”, considerando que são espaços que devem ser defendidos, “de modo a criarmos melhores condições para o usufruto das gerações futuras”. Carlos Humberto de Carvalho salientou que este é um desafio da Autarquia e considerou que as decisões tomadas em várias áreas – mobilidade, ambiente, educação, cultura, etc. - devem ser articuladas, tendo em conta que determinarão o futuro do Barreiro no século XXI. Neste sentido, o Autarca falou, como exemplo, sobre o projecto em curso da CMB “Rota do Trabalho e Indústria”, que deverá estar em consonância com as actividades desenvolvidas na Mata da Machada.
“É necessário o aproveitamento deste espaço em benefício das pessoas”, referiu Carlos Humberto de Carvalho, salientando a importância do trabalho em parceria e de forma sustentada.
Na cerimónia de reabertura participaram também Rui Susana, Vice-Presidente do Instituto Português da Juventude, Fátima Almeida, Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental, Capitão de Mar e Guerra Jorge Oliveira Monteiro, Comandante da Escola de Fuzileiros Navais, José Matos, responsável pela Unidade de Gestão Florestal da Autoridade Florestal Nacional, e Manuel Malheiros, Governador Civil do Distrito de Setúbal.

Após as intervenções foi assinado o Acordo de Parceria Local para a Dinamização de Acções no CEA da Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina, que visa formalizar a parceria a estabelecer entre a CMB e diversas instituições locais e nacionais no âmbito do desenvolvimento de acções no CEA e sua área de actuação. O acordo prevê que no final de cada ano de implementação, se realize uma reunião de avaliação do trabalho desenvolvido, com todas as entidades parceiras, perspectivando-se a intervenção a dinamizar no ano seguinte.
“São atribuições da CMB: Coordenação das actividades desenvolvidas no âmbito do CEA; Divulgação das iniciativas a realizar no âmbito deste acordo por todas as entidades parceiras; Colaboração e participação, enquanto entidade parceira e na medida das possibilidades, nas actividades propostas pelas instituições signatárias deste acordo; Agendamento de reuniões de ponto de situação e de avaliação do trabalho desenvolvido com os parceiros do CEA, por sua iniciativa ou a pedido destes”, refere o acordo, sendo atribuições das instituições parceiras: “Integrar a parceria estabelecida no âmbito deste Plano, marcando presença sempre que possível, nos momentos/sessões de apresentação e divulgação das acções/projectos que vão sendo desenvolvidas; Participar nas reuniões de ponto de situação e de avaliação do trabalho desenvolvido, que venham a ser agendadas; Participar activamente, na medida das suas possibilidades, nos projectos/acções implementadas no âmbito do CEA, em termos de apoio técnico e logístico; Propor a realização de acções/projectos na área da Sustentabilidade Ambiental, visando a sua integração no CEA, no âmbito da presente parceria”.
Integram este acordo a CMB, os Agrupamentos de Escuteiros 1011 Lavradio, 1180 Santa Cruz, 586 Palhais, 690 Barreiro, 74 Santa Maria, 927 Santo André, a Associação de Cicloturismo Fidalbyke, a Associação dos Diabéticos do Barreiro e Moita, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Sul e Sueste, a Associação Portuguesa de Educação Ambiental, as Associações de Reformados, Pensionistas e Idosos de Palhais e de Santo André, a Associação Unitária dos Reformados, Pensionistas e Idosos do Lavradio, os Bombeiros Voluntários do Barreiro – Corpo de Salvação Pública, a Casa dos Rapazes – Centro Social e Paroquial de Santo André, a Casa do Pessoal do Hospital do Barreiro, o CATICA – Centro Comunitário de Coina, o Centro Social de Santo António, o Centro Social e Paroquial “Padre Abílio Mendes”, o Clube Dramático Instrução e Recreio 31 de Janeiro “Os Celtas”, a Escola de Fuzileiros de Vale do Zebro, o Grupo Desportivo dos Ferroviários do Barreiro, o Grupo Dramático e Recreativo “Os Leças”, o Instituto dos Ferroviários, o Instituto Politécnico Setúbal, o Instituto Português da Juventude, as Juntas de Freguesia de Coina, Palhais e Santo António da Charneca, a Liga para a Protecção da Natureza, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o QVG BikeTeam, a Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, a Self Energy – Solutions, S.A., a Simarsul – Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal, S.A. e a Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense.
Após a assinatura do acordo, decorreram diversas actividades na Mata Nacional da Machada, tais como percursos pedestres e de bicicleta, apicultura, entre outras.
O CEA passará a funcionar em época baixa com horário de 2ª a 6ª e em época alta (22 Maio – 12 Setembro) também ao fim-de-semana, permitindo que o público procure este espaço e participe nas diversas actividades que se propõem, tais como workshops, aulas abertas, percursos de observação da natureza, actividades desportivas, entre outras.
As escolas terão ao seu dispor jogos e acções de carácter pedagógico, e os grupos que desejem visitar o CEA terão também um programa vasto de propostas, direccionadas, naturalmente, para as temáticas ambientais.
CMB 2010-03-21