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– “AGOSTO 2004” – EPÍLOGO
O sintético excurso olímpico sobre José Caro
Proença termina em Agosto de 2004, com duas evocações
afins ao Barreiro.
A primeira, de apreço e louvor. Pela actuação
da dupla de velejadores barreirense, Miguel Nunes e Álvaro
Marinho, na classe 470, nos Jogos Olímpicos de Atenas, com
o pavilhão de Portugal.
Associação de vontades e sensibilidades náuticas
do Barreiro ribeirinho iniciada nos Jogos de Munique (1972) com
a dupla, Manuel Barroso e Carlos Oliveira (o popular “Bóia”,
como carinhosamente é admirado pela generalidade dos conterrâneos),
apesar da sua veterania sexagenária, ainda hoje em dia prestigia
e honra o desporto náutico do Barreiro. Fá-lo a nível
internacional e mundial, no seu escalão etário, ganhando
medalhas de “OURO” amiúde. Caso de longevidade
e amor ao desporto, ímpar no País (julga, JCP) de
que o Barreiro devia orgulhar-se e não ignorar.
A Segunda evocação de José Caro Proença,
a finalizar, reporta-se ao associativismo das “Tasquinhas”
– de ginjinha e petisqueira -, com que o Município
distinguiu as Festas do Barreiro, em Agosto de 2004. Talvez, para
dar de “beber à SOLIDÃO” da urbe actual
– ao invés da (CONFRATERNIZAÇÃO) olímpica
que, no momento, decorria em Atenas, entre todos os povos do Mundo.
União de gentes e mentes dos vários continentes do
Globo, simbolizada pelo signo das cores dos cinco anéis entrelaçados
sobre o pano branco da bandeira olímpica.
Oxalá, lembra JCP, aquando dos já chegados Jogos Olímpicos
(Pequim – 2008), o executivo autárquico local faça
dos ideais olímpicos uma simbiose de cultura e desporto.
Ou seja, o estandarte maior do Barreiro das mentalidades cartesianas,
activas e participativas. Sobretudo, na luta contra toda a espécie
de xenofobia. Não apenas étnica e social-ideológica.
Mas, também, etária. A pior das exclusões é
a dos “Saberes”, e saber fazer bem em prol da comunidade
sem fins especulativos, do “Mais Velho”.
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