| I
– Proémio Identificativo – Justificativo
JOSÉ CARO PROENÇA
(JCP) nasceu no Barreiro, há 82 anos (3 Março 1922),
sob a Máxima de Juvenal: “MENS SANA IN CORPORE SANO”
(Alma sã em Corpo são).
Virtude então cultivada pela generalidade do, hoje em dia,
designado “Barreiro Velho”. Este, atributo dignificante
da Memória do Povo que fomos e somos, e catalizador do provir.
Assim foi a infância de JCP (1922-1934), ao conhecer e conviver
com alguns dos vultos barreirenses de grandes qualidades, a nível
local e nacional, no Desporto e na Cultura.
No âmbito desportivo, JCP, em especial (sem tirar o devido
mérito a outra actividades, inclusive náuticas), recorda
a famosa “escola de futebol” artístico e científico,
barreirense, criada por Augusto Sabbo (engenheiro português).
Sem dúvida, o melhor e mais erudito treinador nacional, de
futebol, do seu tempo; autor de um inédito e valioso tratado,
teórico e prático, da popular modalidade.
A “escola de futebol” do Barreiro, criada por Augusto
Sabbo, deu futebolistas da estirpe de: Raúl Jorge, Pedro
Pireza, João Pireza, Francisco Câmara, Manuel Pireza,
João Azevedo, Alexandre Almeida (pai de José Augusto,
famoso bi-campeão europeu de futebol, pelo Sport Lisboa e
Benfica – de Bela Guttman), Artur Baeta (como díscipulo
fiel de Augusto Sabbo), etc.
No aspecto cultural, JCP, evoca os saberes emergentes da Revolução
Francesa e da Revolução Industrial, mediante a construção
do caminho-de-ferro a sul do Tejo, a partir do Barreiro (sítio
da Verderena). Berço e baptistério, no dizer de JCP,
da “Cultura Ferroviária” local e nacional.
Num outro patamar da Cultura barreirense, seguem-lhe os saberes
e fazeres de João do Carmo, Aníbal Pereira Fernandes,
Domingos da Luz, Herculano Marinho, José Augusto “da
Romana”, Nobre Madeira, Miguel Correia, Manuel Cabanas e (além
de muitos, muitos, mais) seus epígonos, directos e colaterais:
de Américo Marinho a Joaquim Cabeça Padrão,
Armando Silva Pais, Manuel Figueira, Augusto Cabrita, João
Liberal, Cândido Lopes, Belmiro Ferreira, António Teixeira,
João Caeiro de Sousa, José Rodrigues Branco, etc.,
etc.
Naturalmente, foi imbuído dos genes desportivo-culturais
desses grandes barreirenses que, JCP, ingressa no Instituto Militar
dos Pupilos – onde permanece internado, durante 9 anos (1934-1943).
Espacialização de tempo delimitada pelas condições
de “caloiro” e de “comandante de companhia”
(foto 1).
Nesse Instituto, JCP, adquire sólida formação
cívica e conhecimentos profissionais – no domínio
da engenharia eléctrica e mecânica, científica
e aplicada -, a par da educação gimno-desportiva de
eleição. Disto é exemplo a integração
de um aluno de boas qualidades atléticas na comitiva olímpica
portuguesa aos históricos Jogos de Berlim (1936). Facto incentivador
dos nobres ideais helénicos ainda na puerícia de JCP.
Sentimentos que este tornou realidade presencial, outiva e participativa,
nos Jogos Olímpicos de Helsínquia (1952), como “repórter”
credenciado pelo Comité organizador (Comité Olímpico
Finlandês).
|
|
|